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Francisco Leal
Comentário ·
há 8 anos
Advogado Audiencista, Advogado Correspondente: “o fundo do poço”! Vale a pena seguir?
Elane Souza Advocacia & Consultoria Jurídica
·
há 11 anos
Fiz o caminho inverso, long long time ago! Formei-me em 1988 com 30 anos de idade. Já não era garoto e me dediquei o quanto pude e o meu tempo permitia. Morava no subúrbio de S. Paulo, na zona leste, trabalhava no centro da cidade e estudava em Guarulhos, cidade da grande S. Paulo, distante uns 20 km de onde eu morava e eu só podia estudar à noite. Calcule a mágica que eu fazia para conseguir chegar em casa e ter algum tempo para dormir. Mas, ainda ainda assim, me dediquei com afinco na faculdade e passei no primeiro exame de ordem que fiz, no mesmo ano em que terminei a graduação, sendo que na oportunidade tive que fazer exame oral. Sim, em S. Paulo naquela época era necessário! Em dito exame oral tive a grata satisfação de ser convidado para trabalhar no escritório de um dos examinadores. Saí da sala de provas andando nas nuvens! Não pude aceitar o convite. Já estava trabalhando com um colega em um escritório dele que também abrigava contabilidade, ou seja, sempre tínhamos clientes, embora os honorários fossem modestos. Ainda assim, dava para viver. Como a advocacia demora muito a render algo e na ápoca eu tinha filhos pequenos e a despesa prometendo aumentar, na medida em que eles iriam precisar de uma educação um pouco melhor do que a escola pública possibilita, decidi fazer concurso público e escolhi me dedicar a fazer concursos apenas para a carreira da Magistratura e somente no âmbito federal, fosse pela Justiça Federal ou Justiça do Trabalho. Dediquei-me a isso com o mesmo afinco dos tempos de faculdade e decidi que estudaria no mínimo 6 (seis) horas por dia em todos os dias da semana, ainda que para isso tivesse que varar a noite. Foi o que fiz e após um ano de estudo logrei sucesso e consegui ser aprovado como Juiz do Trabalho Substituto e ao mesmo tempo havia passado na primeira fase de um concurso para Juiz Federal, mas ainda faltavam a prova de sentença/subjetiva e oral e em razão do cansaço, decidi que não faria mais qualquer concurso. Parei por ali. Hoje, 27 anos depois estou aposentado e voltei para minha verdadeira vocação: a advocacia, mais para ajudar amigos e a família e alguns meninos filhos de amigos que estão dando os primeiros passos como advogados. Mas, confesso que tenho saudades daqueles tempos, não em razão dos sofrimentos porque passei, mas em razão da luta e pelas vitórias alcançadas. Ah, e pela idade que então eu tinha! Fiz concurso, para assegurar uma certa estabilidade, claro, e muito por vocação. No dia que fui aprovado me perguntaram qual era a remuneração de um Juiz e me dei conta que não sabia! Não olhei esta parte do edital! Não costumo me manifestar em quase nada pela internet, mas sua história me inspirou a contar parte da minha. Quem sabe servirá de incentivo não só para você, mas para tantos outros colegas em situação semelhante.
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